"No que diz respeito à deficiência o Censos 2011 defrauda todas as expectativas. As perguntas que são colocadas, eventualmente para esta área, são direccionadas para alguns tipos de deficiência e para os idosos. O País vai ficar a saber que haverá x pessoas com dificuldades em ouvir, mas não se trata de uma deficiência ou de uma limitação decorrente da idade. O mesmo problema se coloca para a deficiência visual e para a deficiência intelectual. Ficam de fora as pessoas com deficiência orgânica que não se enquadram em nenhuma das perguntas. Em relação ao alojamento familiar não há uma única pergunta sobre a acessibilidade, o que é deveras lamentável", revela o comunicado.
Mais diz que "Não vai ser possível aferir quantas pessoas com deficiência estão empregadas, desempregadas ou que não têm qualquer tipo de rendimento porque tendo sido consideradas aptas para o trabalho e não tendo conseguido um emprego não têm direito a qualquer apoio social. Ou sequer quantas vivem em instituições".
"O INE optou por não ouvir as organizações de pessoas com deficiência na elaboração das perguntas dos Censos 2011 e o resultado é um questionário com perguntas vagas e pouco interessantes, que têm por base o modelo médico da deficiência, modelo este que a Classificação Internacional da Funcionalidade, Deficiência e Saúde da OMS pôs de parte. A ligação entre as limitações da deficiência e as impostas pelo meio ambiente não consta deste inquérito", lamenta.
noticia retirada do Diário de Noticais da Madeira, Março de 2011